PROENÇA DE CARVALHO DEFENDE PRP CONTRA O ESTADO
Prevenção Rodoviária processa Estado pelo corte de verbas do Instituto de Seguros.
O escritório do advogado Proença de Carvalho foi contratado pela Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) para inter-
por uma acção de indemnização contra o Estado. A informação foi confirmada ao DE pelo presidente da PRP, Carlos
Barbosa. "Não posso ainda explicar os termos do processo, porque o próprio Proença de Carvalho está ainda a estudá-
lo". No entanto, adianta que "a ideia é pedir uma indemnização ao Estado por ter cortado abruptamente o dinheiro que
era transferido do Instituto de Seguros de Portugal, através do Fundo de Garantia Automóvel". O valor da verba a pedir
será de "cerca de 3.6 milhões de euros", apontou.
O pedido de indemnização surge após o Estado ter aprovado o plano de actividades da PRP para 2005, "mas ter chega-
do ao fim do ano e não ter pago". Agora, diz Carlos Barbosa, "a PRP quer ser indemnizada pelo que gastou com o plano
aprovado pelo Estado e ir à sua vida".
Até ao ano passado, a PRP recebia anualmente, e de forma automática, uma verba do FGA para desenvolver acções de
prevenção rodoviária, de acordo com um decreto-lei de 92, que definia que a verba remanescente era dividida entre as
Estradas de Portugal e acções de prevenção rodoviária. Durante vários anos, esta verba destinada à prevenção era entre-
gue em exclusivo à PRP.
No entanto, o Governo decidiu que, este ano, os 3,9 milhões de euros do FGA seriam distribuídos pela DGV, Secreta-
ria-Geral do MAI e projectos de prevenção rodoviária seleccionados através de um concurso público, que acabou por
ser anulado por António Costa.
As opções da PRP são neste mo mento duas. "Se o Estado resolver o nosso problema financeiro e pagar a indemnização,
continuamos do zero, reduzimos o número de pessoas e planos e, nessa altura, não precisamos da ajuda do Estado".
Caso isto não aconteça e a indemnização não se efectivar "a PRP tem que apresentar insolvência", sublinha.
Entretanto, a Direcção Geral de Viação atribuiu à PRP um subsídio extraordinário de 750 mil euros. "Aceitamos essa
verba para cobrir os vencimentos que não eram pagos desde Agosto", explica o presidente.
Ao que o DE apurou, a equipa do escritório de Proença de Carvalho que vai conduzir este processo contra o Estado é
liderada pelo advogado Alexandre Mota Pinto.
Diário Económico 18-10-2006
GOVERNO PROMOVE OPÇÃO PELA RENDA VITALÍCIA NOS PPR
O Governo quer beneficiar os investidores que optem por receber o seu PPR numa renda vitalícia. Contudo, a opção de
receber o retorno do fundo de PPR nesta modalidade leva a que o dinheiro investido pelo titular, em caso da sua morte,
fique nas mãos da gestora, o que é prejudicial para as famílias. Nesta situação e com este tipo de contrato, os familiares
do titular não têm direito a ficar como beneficiários da renda, explicou o presidente da SGF (Sociedade Gestora de
Fundos), José Santos Teixeira, ao Diário Económico.
O OE para 2007 prevê a descida da base de incidência em sede de IRS das rendas recebidas de 35% para 20%. Quem
decidir receber a totalidade do seu capital na altura do resgate mantém a base de incidência nos 35%. O montante da
renda mensal do PPR é calculado com base numa estimativa de quantos anos mais a pessoa irá viver a partir da altura
em que decide passar a receber o capital do seu fundo.
Se a pessoa viver mais que os anos previstos sai a ganhar, pois a renda é para o resto da vida. Por esta razão é que ape-
nas as seguradoras, por terem obrigatoriamente provisões, podem praticar a modalidade de renda vitalícia. Mas, se o
titular do investimento morrer mais cedo que o "previsto", nem ele nem a sua família têm direito a receber o capital
investido. "Esta foi uma medida positiva, mas não vejo grande vantagem na renda vitalícia", considera Santos Teixeira.
Outro dos problemas em optar por este tipo de retorno prende-se com a rigidez do rendimento mensal face a outros
produtos. Actualmente, há muitos fundos PPR em que as pessoas podem mexer sempre que quiserem, colocando e
retirando capital consoante as suas necessidades. E, em caso de morte, o capital passa para os familiares.
Diário Económico 18-10-2006
NÚMERO DE CONDUTORES SEM SEGURO CONTINUA A DIMINUIR
Fundo de Garantia Automóvel recebe menos reclamações desde 2005
Os primeiros seis meses deste ano confirmam a tendência de descida do número de condutores sem seguro, segundo os
dados do Fundo de Garantia Automóvel (FGA). A quebra da sinistralidade, as campanhas de sensibilização e a melhor
eficácia da fiscalização podem ajudar a explicar a diminuição dos prevaricadores desde o ano passado.
Entre Janeiro e Junho de 2006, o total de processos abertos de acidentes que envolvem condutores sem seguro ascendeu
a 3376, o que representa uma redução de 6,6 por cento face ao mesmo período do ano passado. Já em 2005 aconteceu
uma quebra no número de reclamações recebidas, a primeira descida desde a criação do FGA, em 1984.
O FGA é um fundo autónomo, gerido pelo Instituto de Seguros de Portugal, que garante o pagamento das indemniza-
ções devidas por morte, lesões corporais e/ou materiais resultantes de acidentes de viação causados por veículos sem
seguro obrigatório válido.
Até 2004, o número de reclamações que chegaram ao FGA cresceu, o que significa que um maior número de pessoas
recorreu ao fundo, depois de um acidente em que o outro condutor foi declarado culpado e não tinha o seguro válido.
No ano passado, as reclamações abrandaram 7,4 por cento face a 2004, totalizando 7069. A tendência de quebra parece
confirmar-se no primeiro semestre deste ano.
Esta evolução positiva é atribuída a "um decréscimo generalizado da taxa de sinistralidade automóvel, a uma maior
eficácia do controlo policial e, naturalmente, aos efeitos das campanhas de informação" que o FGA tem vindo a lançar
nos últimos anos, segundo uma nota do fundo enviada ao PÚBLICO.
Os dados da fiscalização ao seguro automóvel também reflectem uma descida do número de situações irregulares. Em
2005, a PSP e a GNR detectaram um total de 14.032 condutores sem seguro válido, o que representa uma quebra de
20,2 por cento face às infracções registadas em 2004.
Este ano, até 31 de Julho, as duas forças de segurança puniram 9658 condutores por falta de seguro. A transgressão é
sancionada com uma coima entre 500 euros e 2500 euros. Há três meses, o FGA, em colaboração com a GNR, distribu-
iu aos condutores nas estradas portuguesas um milhão de brochuras com as principais informações que os condutores
devem conhecer antes de subscrever o contrato de seguro, mas também as regras de resolução de acidentes, com vista a
contribuir para a diminuição dos conflitos nesta área.
Outra das campanhas promovidas em 2005 pelo FGA destinava-se a sensibilizar os condutores que circulam sem seguro
para a obrigação de, em caso de acidente, terem que reembolsar as indemnizações que foram anteriormente pagas em
seu nome, acrescidas de juros.
Público 17-10-2006
LIBERTY ENSINA A DESTRUIR EMPRESAS
Tudo começou no México, José de Sousa, hoje CEO da Liberty Seguros em Portugal, conheceu a casa de um executivo da Avon. “Ele tinha uma biblioteca colossal só com livros de negócio". Mas eis que retira apenas um da estante repleta.
“Se tivesse lido este antes, teria evitado a leitura de todos os outros", disse, então, o executivo da Avon. “Este" livro chama-se “Como destruir uma empresa 12 meses... ou antes", uma obra de Luís Castaneda, que aponta tudo o que não deve ser feito numa empresa.
José de Sousa leu-o e guardou-o na sua mesinha de cabeceira, até que um dia decidiu dar a dica aos seus colaboradores.
Investiu 40 mil euros e encomendou cinco mil exemplares à Actual Editora, que traduziu o livro em Portugal. O admi- nistrador da Liberty ofereceu a obra aos seus 380 trabalhadores, aos 600 principais agentes da companhia seguradora e os restantes exemplares foram oferecidos aos associados da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários). “Uma operação de formação e marketing", que acaba de começar para continuar. “Já pedi mais mil exemplares..."
Jornal de Negócios 23-10-2006
SEGURADORAS NÃO CUMPREM NOVA LEI DAS COBRANÇAS
A nova Lei das Cobranças dos prémios de seguros dos ramos reais tirou muitos processos litigiosos dos tribunais, ao obrigar as companhias a anularem automaticamente as apólices de quem não paga o seguro a tempo e horas. No entan-to, e isto diz-se abertamente na generalidade das companhias, as seguradoras não estão a cumprir a Lei, suspendendo temporariamente as apólices do ramo Automóvel até que o segurado pague, de modo a não perderem quota de mercado para a concorrência. Para isso, basta uma declaração de honra a certificar a inexistência de qualquer sinistro.
Mas o Ministério da Justiça, o criador do diploma, a autoridade de supervisão do sector e a Associação Portuguesa de Seguradores desmentem esta prática, ao mesmo tempo que a APROSE alerta para o facto de existirem companhias com campanhas que permitem a redução em 50% do prémio comercial, além de darem incentivos monetários aos seus medi- adores. E, na verdade, o ramo Automóvel, em Agosto, registava um crescimento real negativo. Os consumidores são os grandes ganhadores, é certo. Mas, não seria preferível permitir um prazo mais dilatado para o pagamento do contrato.
Semanário Económico 20-10-2006
GOVERNO QUER CRIAR SEGURO DE VIDA PARA OS TAXISTAS
O secretário de Estado da Administração Interna reúne hoje com dirigentes da Festru para analisar um projecto
de decreto-lei que pretende obrigar as empresas de táxis a fazer seguros de vida para os motoristas. A federação
sindical concorda, enquanto o presidente da ANTRAL defende esse seguro, mas considera que “tem de ser pago
pelo Estado”
Um projecto de decreto- lei para obrigar as empresas de táxis a efectuar um seguro de vida a favor de todos os seus
trabalhadores é hoje analisado numa reunião entre o secretário de Estado da Administração Interna e dirigentes da Fede
ração dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru). Uma proposta que não agrada aos empresários,
porque "o sector está muito mau e não há dinheiro suficiente para pagar seguros de vida".
O documento, a que o DN teve acesso, considera que, "tendo em conta o especial risco associado ao desempenho pro
fissional dessa actividade, é exigível às sociedades comerciais e cooperativas a constituição de seguros de vida em be
nefício dos motoristas que sejam seus trabalhadores subordinados".
O projecto esclarece que o seguro de vida deve abranger "todos os trabalhadores, independentemente do vínculo labo
ral, para reparação dos danos por morte ou invalidez permanente, decorrentes da actividade de transporte de táxi".
A proposta é bem recebida por Vítor Pereira, dirigente da Festru, porque "continuam a registar-se muitos casos de taxis
tas agredidos, que ficam incapacitados de trabalhar e pouco ou nada recebem da Segurança Social, pois não fazem des-
contos ou declaram salários muito baixos".
Segundo explicou ao DN, "há muitos taxistas a trabalhar à percentagem, recebendo apenas 30% dos serviços que fize
rem. A maioria trabalha à noite, quando é mais alto o risco de serem atacados e roubados".
"Mesmo os que são contratados, têm salários baixos, na ordem dos 400 euros. Para melhorarem a situação, têm de tra
balhar uma média de 12 horas por dia e fazer serviços à percentagem", referiu o mesmo sindicalista.
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